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We Got The Best.
A noite desta quarta-feira, dia 08/04, teve para mim um sabor muito especial. Quando a banda americana Kiss esteve no Brasil pela primeira vez, em 1983, eu era um moleque de apenas 9 anos de idade. Eu fiquei completamente encantado por aqueles caras mascarados, suas roupas, instrumentos e, claro, sua música. Não teve jeito de fazer com que meus pais me levassem ao show que aconteceu no Estádio do Maracanã, dia 18 de junho de 1983. Ainda mais com tantas reportagens sensacionalistas surgindo na imprensa, tais como fanáticos religiosos acusando a banda de satanista, enquanto outras matérias juravam que o Kiss matava pintinhos e sacrificava animais no palco. Comentários mirabolantes a respeito da língua de Gene Simmons e sobre a origem do nome do grupo. O máximo que consegui foi que minha mãe me levasse na Sandiz e permitisse que eu escolhesse um dos muitos discos do Kiss que estavam à venda. Após horas apreciando as capas de discos como Dressed To Kill, Love Gun, Creatures Of The Night e Dynasty, por alguma obra do destino eu escolhi o disco Destroyer, de 1976. Um dos melhores discos do Kiss, na minha opinião. Eis que após 26 anos consegui marcar o meu encontro com os quatro cavaleiros mascarados. Local: Praça da Apoteose, Rio de Janeiro. Data: 08 de abril de 2009. Horário: pontualmente às 21:30 horas. Motivo: divulgação da turnê Alive 35, que celebra os 35 anos de sucesso da banda. A banda de rock gótico Libra, formada pelo cantor e guitarrista Mário Martinelli, abriu o show por volta de 20:00 horas quando muitas pessoas ainda estavam chegando. Com um repertório todo cantado em português, o grupo não empolgou a galera. O circo psicótico do Kiss estava armado e a dica de que o espetáculo estava prestes a começar foi a abertura de uma imensa cortina negra com o nome da banda na parte traseira do palco. Logo as luzes se apagaram e o Sambódromo carioca pôde ouvir pela primeira vez a mítica introdução: You Want The Best? You Got The Best. The Hottest Band In The World, KISS! Paul Stanley, Gene Simmons, Tommy Thayer e Eric Singer entraram no palco e emendaram de cara Deuce e Strutter, levantando os cerca de 14 mil fãs presentes. 
Durante 120 minutos quase todos os atrativos do circo foram apresentados. Efeitos especiais com labaredas de fogo, explosões e muita luz. Paul, Gene e Tommy fizeram a consagrada coreografia com seus instrumentos, divertindo o público. Em Hotter Than Hell, o baixista Gene Simmons cuspiu fogo no final da apresentação. Em 100,000 Years a bateria de Eric Singer foi suspensa durante o seu solo. Durante a execução de Parasite a chuva começou a cair forte na Praça da Apoteose. Nada que pudesse esfriar os ânimos dos fãs. Rock And Roll All Nite, sob fogos de artifício e chuva de papel picado, encerrou a primeira parte do show, causando alvoroço no público. Principalmente quando Paul quebrou sua guitarra. Os mascarados voltaram ao palco com Paul empunhando a bandeira do Brasil. O quarteto tocou ainda mais alguns sucessos, Shout It Out Loud, Lick It Up e I Love It Loud, com Gene cuspindo sangue, como de costume. Em I Was Made For Lovin’ You, a voz de Paul falhou e ele errou o tempo da música. Mas nem este fato, nem a sentida ausência de Love Gun no set list foi capaz de trazer qualquer ponta de desapontamento. Quando Detroit Rock City fechou a memorável noite, todos nós fomos embora para casa de alma, literalmente, lavada. Setlist: Deuce Strutter Got to Choose Hotter Than Hell Nothin’ to Loose C’Mon and Love Me Parasite She Watchin’ You 100.000 Years Cold Gin Let Me Go Rock ‘n’ Roll Black Diamond Rock & Roll All Nite (Bis) Shout It Out Loud Lick It Up I Love It Loud I Was Made For Lovin’ You Detroit Rock City

Escrito por Claudio Junior às 21h47
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Número Um.
A gravadora Sony Music anunciou o projeto Meu Primeiro Disco que trará cerca de 40 títulos relançados numa tiragem de mil cópias cada e investe no resgate disco de vinil. E um dos primeiros títulos da série é o disco de estréia dos Engenheiros Do Hawaii, Longe Demais das Capitais, lançado em 1986. O álbum vai ganhar uma reedição caprichada que trará no mesmo pacote um LP em vinil e o CD em formato de minivinil. O CD tem como faixas bônus as versão presentes na compilação Rock Grande do Sul, de 1985, das músicas Segurança e Sopa de Letrinhas. Além disso, o álbum ainda terá reportagens e críticas publicadas na época e também textos inéditos. 
Escrito por Claudio Junior às 09h31
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