Escrito por Claudio Junior às 12h22
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Inclassificável?

O que classifica uma pessoa, um simples ser humano, como um artista? Talento? Virtuosismo? Criatividade? Ineditismo? Pioneirismo? Inquietação?
Apesar de nome (apropriadíssimo) de sua atual turnê, Inclassíficáveis, todas as respostas afirmativas acima ajudam a classificar o cantor Ney Matogrosso como um artista. Único, dentro do cenério da Música Popular Brasileira.
Isso tudo foi confirmado no show de encerramento da referida turnê que assisti no dia 14/09, no Vivo Rio. Com um repertório calcado no pop-rock nacional Ney Matogrosso entrou no palco com pouco mais de meia hora de atraso, cantando O Tempo Não Pára (Arnaldo Brandão/Cazuza) vestindo um figurino criado pelo estilista Ocimar Versolato.
Durante uma hora e meia Ney Matogrosso mostrou um repertório afiado que vai de Divino Maravilhoso (Caetano Veloso) e Ode Aos Ratos (Chico Buarque/Edu Lobo) a Veja Bem, Meu Bem (Los Hermanos) e Inclassificáveis (Arnaldo Antunes). Além de músicas improváveis, mas que conquistaram o público de imediato, como Cavaleiro de Aruanda (Tony Osanah). Tudo isso apoiado em uma banda competente composta por Carlinhos Noronha (baixo), Júnior Meirelles (guitarra/ violão), Sérgio Machado (bateria), o ex-Secos e Molhados Emilio Carrera (piano, teclado e direção musical), DJ Tubarão (percussão e pick-up) e Felipe Roseno (percussão), por um cenário pulsante feito por Milton Cunha e por uma iluminação (com direção do próprio Ney) que se integra com uma perfeição incrível com o figurino do cantor e com o cenário.
O figurino, aliás, é uma atração à parte. Não só pela beleza das três peças que o cantor usa, mas também pelos acessórios diversos que ajudam a compor a figura andrógina do músico, mas principalmente pela atração que são estas trocas de roupa, em pleno palco, mostrando que, aos 67 anos, ainda esbanja sensualidade e forma física exuberante.
Quando o bis chegou com Pro Dia Nascer Feliz (Frejat/Cazuza) a platéia que lotava o Vivo Rio deve ter tido a mesma certeza que eu... Não há dúvidas que Ney Matogrosso tem um talento e um virtuosismo, principalmente vocal, fora do comum. Que o músico é criativo e consegue ser pioneiro mesmo após tanto tempo de carreira. E que o cantor é um inquieto por natureza, emendando um trabalho após o outro, dos mais diversos estilos. Pode cantar Carmem Miranda ou Cartola. Pode se apresentar apenas acompanhado de um violão, ou junto com A Parede de Pedro Luis.
Inclassificável? Não acho. Ney Matogrosso pode (e deve) ser classificado como um artista, no melhor e maior sentido desta palavra.
Escrito por Claudio Junior às 17h13
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Adiamento.
A banda irlandesa U2 anunciou o adiamento do lançamento do seu novo álbum, que estava previsto para sair em novembro deste ano. O sucessor de How to Dismantle an Atomic Bomb, de 2004, deve chegar às lojas somente no início de 2009.
De acordo com o vocalista Bono Vox, o atraso se deu porque a banda acredita que ainda tem muito a ser feito no novo trabalho: "Por que lançá-lo agora se ainda temos tanto a descobrir? As pessoas não querem somente um novo disco do U2, querem o melhor trabalho. Inovador, desafiante".
Bono acrescentou que o grupo está trabalhando com Brian Eno, Daniel Lanois e Steve Lillywhite e que já estão praticamente prontas cerca de 50 músicas - entre elas, algumas intituladas Get on Your Boots, For Your Love, Breathe, Moment of Surrender e No Line on the Horizon.
Escrito por Claudio Junior às 10h30
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