| |
Um milhão de amigos.
Outro dia, em um animado bate papo com familiares e amigos, constatei que, durante a minha vida, estive em mais de 300 shows musicais.
Desde que, aos nove anos, fui buscar a minha irmã em um show do cantor Ritchie e, por ser o final do espetáculo, a entrada estava liberada, aquele ambiente me fascinou. O bis final com Menina Veneno, hit maior daquele ano de 1983, fez os olhos atentos daquela criança brilharem mais do que as luzes do ginásio.
A partir de então presenciei centenas de shows. Grandes e pequenos. Em estádios, praças, praias, shoppings, quadras e ginásios. Vi grandes estrelas do rock mundial, como Eric Clapton, Rolling Stones e Guns N’ Roses. Rock In Rio fui a duas edições, Hollywood Rock vi a sua última edição. Acompanhei artistas hoje consagrados ainda em palcos modestos antes de despontarem. Por outro lado assisti grandes artistas em palcos decadentes que não condiziam com suas trajetórias outrora consagradoras. Assisti a muitos shows em Niterói, Rio de Janeiro, Petrópolis, Campinas, Brasília e, claro, em Maricá.
Muitos desses shows me marcaram... Alguns pela grandeza como o do Rod Stewart, na Apoteose, em 1989, por ser o primeiro internacional que assisti. Outros pelo glamour, como o do Edson Cordeiro, no Teatro Nacional de Brasília, em 1994. Outros tomaram proporção histórica como o da Plebe Rude, em Petrópolis, em 1987, o primeiro que a minha mãe me deixou ir sozinho.
Alguns artistas eu assisti diversas vezes, como a Blitz, que vi seis vezes e com diversas formações. Ou o Moraes Moreira que acompanhei mais quatro vezes. Outros eu nunca tive o privilégio de assistir a um show, seja porque morreram antes, como Raul Seixas e Cazuza, outros por nunca ter tido a oportunidade mesmo, como Gilberto Gil e Roberto Carlos.
Quanto a este último uma expectativa cresceu no último dia 12 de agosto, único dia para comprar o ingresso para o histórico show que o Rei faria junto com Caetano Veloso (que eu já assistira em um antológico concerto no Circo Voador), no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Uma matéria no Segundo Caderno do jornal O Globo, de domingo, dia 10/08 já dava a dica: Vai ter lugar para todo mundo? Não. Bem... Não ligamos para o fato e partimos. Horário marcado para o início da venda: 10:00 horas. Um pouco antes das dez lá estávamos eu e a minha mãe com a missão de comprar as entradas. Ao dobrar a Almirante Barroso, vindo pela Avenida Rio Branco, uma fila quilométrica dobrava duas esquinas. Encaramos. Três horas depois a notícia chegou. Esperada, mas que a esperança teimava em ignorar. Não há mais ingressos! Decepção. Ainda não seria desta vez que veria um show do maior ídolo da música do Brasil.

A odiosa fila vista pela ótica do meu celular...
Luto.
Faleceu neste sábado, dia 16 de agosto, o cantor e compositor baiano Dorival Caymmi aos 94 anos. Segundo informações do canal Globonews, o músico teve falência renal e múltipla de órgãos e morreu em sua própria casa, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Escrito por Claudio Junior às 15h44
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ ver mensagens anteriores ]
|