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Entrevista Exclusiva.
Curtindo a temporada de shows realizada no Restaurante Cantarel, em plena Serra da Tiririca, em Itaipuaçu, o Ouça Bem aproveitou para apreciar o sofisticado som do Jazz e bater um papo com o cantor, compositor e baixista Renato Rocket.

(Renato Rocket e a Tribo do Jazz)
1- Você começou na banda Alinaskina. Era um cover do Lynyrd Skynyrd? R: Também. O nome foi meio inspirado. A banda era eu, Mario Ruy, Paulinho Guitarra e Serginho Batera. A gente dividia o palco, na época, com Kid Abelha, Paralamas do sucesso. Lá no Circo Voador. Eu fui o terceiro baixista. Eu fui aluno do baixista original da banda. Depois que eu entrei pintou até contrato com gravadora, a BMG-Ariola. A nossa música, Carne Barata, tocava direto na Rádio Fluminense. Era um som muito maneiro, puro Rock mesmo.
2- Quais são as suas principais influências? R: Eu nasci em 1962, tenho um irmão que é guitarrista, Paulinho Rocket, que tocou com Tim Maia, Cassiano... Então eu ouvia muito Jimi Hendrix, Yes, Bad Company... Mas eu era fã mesmo do Deep Purple. Tinha vários discos do Deep Purple. Mas também ouvia Stanley Clarke, que é baixista. Descobri também que tinha um baixista no Brasil, na época, chamado Nico Assumpção. Comecei a me encantar, porque naquela época todo mundo queria ser guitarrista. Eu também queria ser guitarrista. Mas conheci o Carlinhos baixista, achei legal o jeito dele tocar. Me interessei pelo contrabaixo, que foi o que mudou a minha história. Porque se eu continuasse como guitarrista não poderia tocar com Claudio Zoli, Paulinho Guitarra, Celso Blues Boy...
3- Depois você fez parte da banda Põe Pra Fora, que acompanhava Marina Lima, além de integrar as bandas do Biafra, Sandra de Sá, Cazuza, Ritchie, Alcione e outros. Quando surgiu a idéia de partir para um trabalho autoral? R: A Põe Para fora foi uma banda muito legal. A gente gravou um disco ao vivo: Todas Ao Vivo, no Canecão. Eu toquei com Biafra muitos anos. Biafra é meu parceiro, toquei com ele durante seis anos. A gente tem várias músicas juntos. Além de baixista, eu sempre fui compositor. A primeira oportunidade real de divulgar o meu trabalho foi quando eu fiquei tocando com a Marina durante muito tempo. E no meio do caminho eu vi ela produzir o Nico Rezende. Ela começou a lançar umas figuras... Aí eu falei: "Eu mesmo vou gravar um trabalho e vou correr atrás...". Aí gravei três músicas e mostrei para o Paulinho Guitarra. Ele mostrou para a Marina e ela ficou amarradona. Ela colocou a música no show no mesmo dia e foi o maior sucesso. Alguns meses depois ela falou que queria gravar esta música, Uma Noite E Meia, música e letra minha. Aí eu falei, esta não. Esta eu escolhi para colocar no meu disco (risos). Depois ela falou, então você canta comigo. Então eu aceitei. O grande lance da música foi a sacada dela da gente cantar junto.
4- A música Uma Noite e Meia fez um sucesso estrondoso nos anos 1980 na voz da Marina Lima. Estar diretamente ligado a esta música incomoda ou orgulha? R: Esta música é super importante para mim. Eu gravei em 1987 com a Marina. Alguns anos depois ela foi gravada por uma dupla de Funk, Claudinho e Buchecha. Vendeu 1 milhão de cópias. Foi gravada no Japão, na França também. Eu mesmo estou regravando esta música com uma cantora que mora em Miami. Então esta música está sempre rolando... E agora esta música foi regravada por uma banda baiana chamada Cheiro de Amor. Eles chamaram a Daniela Mercury para cantar junto. No meio da minha música a Daniela agarrou a aline Rosa, vocalista do Cheiro de Amor, e deu um beijo de língua cinematográfico! Deu a maior mídia essa parada, rolou até no Fantástico. Já gostava da Daniela Mercury, gosto mais ainda... (risos)

5- Você esteve presente nas últimas gravações do Cazuza, desde o álbum Burguesia, até os registros que apareceram no disco póstumo Por Aí, onde inclusive é parceiro dele na faixa O Brasil Vai ensinar o Mundo. Como foram aqueles momentos? R: A gente tocava com a Marina, o Cazuza viu o show, se amarrou. Ele chamou a banda da Marina toda para gravar o disco Burguesia, que, na época, era eu, Paulinho Guitarra, Sérgio Della Mônica, baterista e o João Rebouças, tecladista e arranjador do disco. E o Cazuza batizou a gente de As Feras do Caju. Foi um momento muito emocionante da minha vida. E eu consegui uma coisa, com muito orgulho, que foi ele me dar duas letras. Primeiro numa música chamada Eu Quero Alguém. E depois foi O Brasil Vai ensinar o Mundo. E Burguesia é um disco que tem música do Cazuza em parceria com Arnaldo Brandão, com George Israel, do Kid Abelha, com Leoni... Para mim é o maior orgulho entrar no disco. Mais um dos parceiros do Cazuza. Muito importante para mim. Essas músicas, com certeza, regravarei em algum disco meu.
6- E porque a escolha pelo Jazz? R: Eu cresci envolvido com músicos. eu costumo dizer que sou um músico tipo clínico geral. Aquele cara que toca tudo. Toquei em baile... em baile você tem que tocar 60 músicas... Várias músicas de vários estilos diferentes. Então você acaba aprendendo um monte de estilo. Acaba se enquadrando em qualquer estilo. Já toquei com Martinho da Vila, Sandra de Sá, Vanusa, Tunai... E o Jazz é muito importante na minha vida. Eu montei essa banda agora, Ranato Rocket e a Tribo do Jazz e a gente está fazendo esse trabalho que se chama Cintilante Blues, uma mistura de Blues com Jazz. A cada semana eu trago um convidado para tocar comigo aqui no Cantarel. E o Jazz é até legal para formatar o que a gente vai fazer no disco. Tem dado um resultado legal, a gente está fazendo uma música e começando a divulgar.
7- Niterói é uma cidade próspera quandos se fala em baixistas. Mesmo os que não são naturais daqui, criam raízes aqui. Os exemplos são vários, Arthur Maia, Antônio Pedro, você e muitos outros. O que você acha que explica isso? R: Tem o Mazinho Ventura também, que tocava com o Ivan Lins. Antônio Pedro é um excelente compositor. Tem música com muita gente. Tenho até influência dele como compositor. Mas Niterói é uma cidade tranquila, né? É uma cidade do interior com praia. Além de ter a oportunidade de estar a vinte minutos do Rio. Você atravessa a ponte e já está no Rio de Janeiro.
8- Por falar em músicos com identificação com Niterói, você ainda toca com Paulinho Guitarra na Very Very Cool Cool Band? R: Toquei com ele, gravei o primeiro disco. Ultimamente não tenho tocado com ele porque eu tenho me dedicado ao meu trabalho, mas toquei durante muito tempo com ele. Eu toco com Paulinho Guitarra desde criança. Paulinho Guitarra foi o cara que falou para o meu irmão: "Paulinho Rocket. Dá um baixo para o seu irmão, que seu irmão vai ser baixista"! Deste dia em diante eu segui como baixista.
9- Quais são os próximos projetos? Mais shows? Gravação de disco? R: Eu estou gravando um disco, chamado cintilante Blues. Um disco instrumental. Estou gravando um disco Pop, cantado, chamado A Mensagem. Meio Reggae-Rock. Fiz uma música para minha filha, chamada Cecília. É um disco muito legal. Daqui a pouco vai estar rolando aí... Estou regravando Uma Noite e Meia também.

(Claudio Jr. e Renato Rocket)
Escrito por Claudio Junior às 20h50
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A Dois Passos do Paraíso.
O colunista Ancelmo Góis, do jornal O Globo, foi quem deu a notícia em primeira mão. A banda Blitz, precursora do movimento BRock, que abriu as portas do mercado para o rock nacional nos anos 1980, anunciou que vai gravar um novo CD de músicas inéditas.
A banda, que passou por várias reformulações em sua formação, quer resgatar o humor que marcou as canções antológicas, tais como O Romance da Universitária Otária, Betty Frígida, Você Não Soube Me Amar, Egotrip e muitas outras.
O CD, que será lançado de forma independente, chegará às lojas em dezembro com o título Skut Blitz.

(Blitz na primeira edição do Rock In Rio)
Escrito por Claudio Junior às 09h45
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