Uma das bandas de Punk Rock mais respeitadas de todos os tempos, o Dead Kennedys vai lançar uma coletânea neste mês de outubro. O disco chamado Milking The Sacred Cow chega às lojas hoje, dia 9 de outubro, e a grande expectativa dos fãs é se terá alguma música inédita.
Escrito por Claudio Junior às 08h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Niterói voltou a sediar o encontro entre o cantor Oswaldo Montenegro e o Teatro Municipal da cidade. Apresentando o seu novo álbum, chamado A Partir de Agora, Oswaldo Montenegro brindou os inúmeros fãs com antigos sucessos como A Dama do Sucesso, O Chato, Leo e Bia, Bandolins, dentre outros, além de novas canções como Vamos Celebrar e Nem Todo Alceu É Valença.
O show acústico integrou o Projeto Circuito Cênico - MPB, Teatro e Dança e, mesmo sozinho em boa parte do espetáculo, Oswaldo Montenegro se mostra grande e preenche todo o palco, com suas canções e seu carisma. Carisma este que prima pelo improviso, o que, além de ser incomum nos dias de hoje, não torna o show datado.
O Ouça Bem teve o privilégio de conversar com o cantor Oswaldo Montenegro um pouco antes do show:

Entrevista Exclusiva:
1- Gostaria de começar falando sobre o disco A Partir de Agora, lançado de 2006. Tem participação especial de Zé Ramalho e do Alceu Valença não é mesmo?
R: É um DVD muito bacana para nós, está indo muito bem. E a importância dele é que eu precisava muito que saísse um disco de músicas ineditas. Porque tinha saído o disco com a trilha do Léo e Bia, que são músicas que fiz há muito tempo, com a participação da Sandra de Sá, do Jorge Vercilo, do Ney Matogrosso, do Paulinho Moska. E tinha feito o DVD 25 anos, que também era de músicas que fiz há muito tempo. Então eu estava ávido de lançar músicas das quais eu estava grávido. A Partir de Agora foi a oportunidade de fazer um DVD inteiro de músicas novas. Esse foi o grande prazer do disco.
2- E o programa Letras Brasileiras, no Canal Brasil, como anda? A parceria com Roberto Menescal não é de hoje e está cada dia mais afinada.
R: Volta agora dia 10/10, às 21:00. Todas as quarta-feira, às 21:00, no Canal Brasil. O objetivo do programa é homenagear a canção como uma coisa que entra na vida das pessoas, faz companhia às pessoas, que tem uma importância inesperada dado ao teor quase displicente que ela tem como arte. A canção não tem a pompa da ópera, não tem a postura dos grandes balés. Mas ela entra na vida das pessoas. Então a gente homenageia ali o letrista e a capacidade do letrista de influenciar, de consolar, de alegrar e de fazer companhia às pessoas.
3- Parceria também remete à Madalena, segundo suas palavras, a companhia definitiva. O que ela representa na sua carreira? Ela lançou alguma obra solo?
R: Madalena representa a companhia definitiva. Ela é minha sócia, é mãe do meu filho. É minha melhor amiga. Ela foi assistente de todas as peças que eu já montei. Tocou em todos os Cd's e Dvd's que eu gravei. É a pessoa de melhor e maior caráter que conheço. É a pessoa que mais admiro. Então ela é realmente a companhia definitiva. Ainda não lançou um trabalho próprio, mas ela está pensando em fazer um disco com o Sérgio Chiavazzoli. Eu vi os dois combinando...
4- O teatro sempre esteve presente na sua vida. Espetáculos como João sem nome (1975), Veja você, Brasília (1981), A dança dos signos (1983), Léo e Bia (1984) e a peça infantil O vale encantado (1993) obtiveram muito êxito. Como está a montagem do musical ?
R: Eu estou com uma oficina agora, no Teatro Leblon. São vários musicais. Estou montando várias turmas. As pessoas podem procurar o site http://www.oswaldomontenegro.com.br/oficina2.html para entrar para a oficina. O pessoal grava um CD com a gente, faz um musical com a gente. Bem legal.

(Oswaldo Montenegro e Sérgio Chiavazzoli no show A Partir de Agora)
5- Os Festivais tiveram uma grande importância na sua carreira, o estouro de Bandolins no festival da TV Tupi (1979) ou o primeiro lugar de Agonia no festival da Globo MPB-80, são bons exemplo. Você acha que faltam Festivais para descoberta de novos talentos? Ou o contrário, faltam talentos para se montar Festivais no Brasil?
R: Eu acho que não faltam novos talentos, mas o mundo mudou! A internet, a tecnologia é outra. O mundo é outro. Nunca foi tão fácil..., nunca se teve acesso tão fácil a tecnologia. Cada um vai colocar o que quiser no seu site, a internet vai divulgar. Vai ser um mundo mais democrático em que vai ser muito mais difícil alguém falar para milhôes de pessoas simultâneamente e muito mais fácil falar para algumas. Não caberia e não teria a mesma força um festival agora.
6- Você é carioca, com passagens marcantes por Minas Gerais e Brasília. Esta última tem uma associação direta com o rock. Nunca sofreu esta influência do rock? A sua banda já teve nomes como Túlio Mourão e Victor Biglione, nomes identificados com o rock.
R: Existe uma coisa, às vezes rock, às vezes blues na minha música. E uma coisa muito nordestina também, que vêm de Brasília. Tanto o rock, o blues e o nordeste vêm de Brasília. Por que eu tive contato com os candangos que eram, em sua maioria, nordestinos, eu ia nas feiras e convivia com os repentistas... Mas nunca tive uma banda de rock. Nem acho que cabe no Brasil. Tem gente que tem banda de rock, eu respeito, mas eu tinha outras influências além do rock. O rock é um dos elementos de um caldeirão brasileiro que formou a minha vida.
7- Brasília lhe homenageou de uma maneira diferente. Você foi enredo do Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente do Gama. Como foi esta experiência?
R: Foi uma grande honra, embora eu seja uma pessoa que não tenha nada a ver com o carnaval. Uma pessoa desajeitada prá caramba para sambar. Fiquei muito constrangido e emocionado.
8- Você é cantor, compositor, escritor, descobridor de novos talentos, poeta, diretor de peças, produtor, apresentador... Depois de tantos projetos, metade de você ainda é platéia e a outra metade ainda é canção?
R: Completamente. Ainda sou isso. Ainda sou acima de tudo um compositor e acima de tudo uma pessoa que está na platéia. Ainda sou um tiete. Nesse DVD agora me arrepiei de estar gravando com Zé Ramalho e com Alceu Valença. E me emociono, ainda sou um fã 24 horas por dia de todo mundo que eu era fã. A gente não deixa de ser fã nunca.

Escrito por Claudio Junior às 10h29
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ ver mensagens anteriores ]